14 A 16 DE ABRIL 2026
FOZ DO IGUAÇU-PR

14 A 16 DE ABRIL 2026 | FOZ DO IGUAÇU-PR

Painel 1  – Biogás e Resiliência Climática

O primeiro painel do 7º Fórum Sul Brasileiro Biogás e Biometano, realizado neste ano em Bento Gonçalves (RS), abordou o tema “Biogás e Resiliência Climática”. No encontro, ocorrido na manhã de terça-feira (8), os participantes relembraram, entre outros aspectos, os impactos das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024 e a sua relação com o meio ambiente e com o setor. Ao todo, o fórum conta com 10 painéis com palestrantes e/ou debatedores, além de apresentação de cases de empresas do setor.

A moderadora do primeiro painel do evento foi a coordenadora do 7º Fórum, pesquisadora Suelen Paesi, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), e o painelista, Alessandro Sanches, diretor-executivo do Instituto 17 (i17). O encontro teve ainda os debatedores Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Roseane Santos, CEO da RS Consultoria; e Marjorie Kauffmann, secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS).

Resiliência climática e o papel estratégico do biogás

Em sua apresentação, Sanches lembrou que o mundo sempre passou por eventos climáticos adversos, mas que atualmente a frequência tem sido maior. “O que acontecia a cada 100 anos, hoje acontece a cada dez, cinco anos. E isso é assustador”, reforçou. Nesse cenário, cada vez mais, o conceito de resiliência climática precisa ser aplicado. “O brasileiro sempre foi resiliente, mas resiliência climática é antecipar os riscos e impactos das mudanças climáticas; absorver os choques e as perturbações causadas por esses eventos; adaptar-se de forma a manter suas funções essenciais; e transformar-se, quando necessário, para garantir um desenvolvimento sustentável a longo prazo”, resumiu. 

Sanches também explicou o papel estratégico do biogás em diferentes aspectos. No quesito de capacidade de resposta, o painelista lembrou que o biogás pode ser útil em casos de colapsos da rede elétrica, como em enchentes ou apagões, visto que sistemas de biogás continuam operando. A capacidade adaptativa do biogás também foi lembrada por ele, como quando os agricultores usaram o biofertilizante de biodigestores para manter a produtividade em períodos de estiagem. “A produção de biogás é uma estratégia transformadora que fortalece a capacidade de resposta dos envolvidos, amplia a capacidade adaptativa do local e viabiliza o poder de reorganização sistêmica – elementos essenciais para a resiliência climática em contextos rurais e urbanos”, explicou.

Após a apresentação de Sanches, os debatedores analisaram esse contexto em nível federal, estadual e privado. Bruno, diretor do MAPA, avaliou que o mundo tem assistido a uma “intensificação de eventos climáticos e ao ressurgimento de conflitos e barreiras comerciais”. Apesar desse cenário, ele pontua que o Brasil está conseguindo crescer e evoluir. “O Brasil tem o papel de construir uma economia sustentável, sem barreiras protecionistas e com combate à pobreza”. Nesse sentido, Bruno citou eventos como a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), neste ano.  “Estamos em um momento muito propício para intensificar e dar escala a iniciativas de biogás”, acredita.

Em sua fala, Marjorie reforçou que as iniciativas ligadas ao setor de biogás e biometano são a “alma da sustentabilidade”, já que contam em sua essência com o uso máximo dos recursos naturais. A secretária também destacou que o Brasil tem um grande potencial de energia elétrica e renovável, mas que “nós não somos os únicos”, então é preciso que exista uma intensificação de ações dentro desse aspecto. Encerrando sua fala, Marjorie também pontuou que as enchentes registradas no Rio Grande do Sul nos últimos anos vieram para mostrar que “o meio ambiente é transversal e impacta todo mundo, então nós todos temos o mesmo objetivo”. 

Ao falar sobre o potencial do setor de biogás e biometano, Roseane destacou que, até 2030, estima-se que esse mercado deve movimentar até R$ 60 bilhões em investimento. “Utilizamos atualmente apenas 2% da sua capacidade. O biometano é um bebê, está na fase de infância. Temos o mundo para escrever e precisamos continuar amadurecendo bem”, avalia. Roseane citou que para garantir um crescimento sustentável do setor, alguns pilares são essenciais, como viabilidade econômica, políticas públicas dinâmicas e sustentabilidade justa e inclusiva. “Hoje, temos o transporte bem estruturado para largas escalas, mas o crescimento da cadeia de biogás e biometano depende também dos menores. Para isso é preciso que existam tarifas diferenciadas, pois sabemos que o mundo é movido a incentivo e à taxa de retorno”, concluiu.

Assista ao Painel 01

O 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano tem como instituições realizadoras a Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária — Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), e o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

Patrocínio Master: Conveco; Grupo Energisa; Itaipu Binacional; Sulgás

Patrocínio Ouro: 3DI Biogás; Adicomp Brasil; Armatec Brasil; Brasuma; Galileo Tecnologia para Gás; Scania; UBE; Vogelsang Brasil; Volvo Penta

Evento apoiado pelo CNPQ/MCTI.

Fotos: César Silvestro, Divulgação

Realização

RAFAEL

LAMASTRA JR

Market Consultoria

Sócio/consultor na Market Consultoria. Lamastra Jr. tem formação em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e especialização em Negócios por instituições como Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Esade Business School, de Barcelona. 
Com mais de 35 anos de experiência em gestão empresarial, é uma das lideranças mais influentes no setor de energia e gás natural no Brasil, tendo ocupado o cargo de Diretor-Presidente da Compagas.
Lamastra JR também foi presidente do Conselho de Administração do CIBiogás, vice-presidente do Comitê de Mercados de Gás da International Gas Union (IGU) e e conselheiro da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Lamastra JR será

MODERADOR

no

PAINEL 8 | Biometano + Gás Natural

EUDIS

FURTADO

Compagas

CEO da Compagas (Companhia Paranaense de Gás). Eudis tem vasta experiência no setor de infraestrutura e logística. Além do cargo de diretor da Compagás, foi Vice-Presidente Comercial e de Desenvolvimento de Negócios na Rumo, a maior operadora ferroviária do Brasil. Lidera projetos com foco em governança, desenvolvimento de novos negócios e eficiência operacional no setor de energia e logística. Sua atuação está focada também na  distribuição de gás canalizado no Paraná; em transição energética e biometano e em eficiência operacional.

Eudis será

PALESTRANTE

no

PAINEL 8 | Biometano + Gás Natural

MARCELO

MENDONÇA

ABEGÁS

Presidente Executivo e Diretor Técnico-Comercial da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado).
Marcelo tem uma trajetória de destaque no setor de energia, com atuação consolidada na promoção do gás natural e biometano como vetores da transição energética no Brasil. Possui vasta experiência na defesa de pautas técnicas e regulatórias do setor de gás natural, atuando em comitês estratégicos como o Grupo de Trabalho do Programa Gás para Empregar do Ministério de Minas e Energia.
Na Abegás, também atuou como Diretor de Estratégia e Mercado.

Marcelo será

PALESTRANTE

no

PAINEL 8 | Biometano + Gás Natural

BERNHARD DROSG

Task 37 | BOKU

Líder Internacional da Task 37 do Programa de Colaboração Tecnológica (TCP) da IEA Bioenergy. O austríaco é pesquisador e professor da BOKU University, na área de biotecnologia ambiental, com foco em biogás e tecnologias sustentáveis. Atua na gerência de Tecnologias Bioquímicas no centro de competência BEST – Bioenergy and Sustainable Technologies.
Bernhard taambém atua na supervisão de teses de doutorado e mestrado focadas em fixação biológica de CO2 e sistemas metanogênicos.

Bernhard será

PALESTRANTE

no

PAINEL 5 | O negócio dos Substratos e as Culturas Energéticas

RODRIGO REGIS GALVÃO

CEPEL

Diretor de Novos Negócios e Sustentabilidade no CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica), Rodrigo Regis é engenheiro elétrico, mestre em Engenharia de Sistemas, doutor em Economia e com especialização em Inovação Empresarial. Especialista em transição energética, inovação e planejamento estratégico, possui mais de 15 anos de experiência no setor de energia e infraestrutura. Ocupou cargos de liderança como diretor na Alvarez & Marsal, Diretor de Negócios e Inovação no Parque Tecnológico Itaipu e Presidente do CIBiogás. Rodrigo Regis atuou em planos nacionais e estaduais de energia, biogás e hidrogênio, estratégias de investimento para grandes empresas e iniciativas internacionais no Chile e Mercosul. 

Rodrigo Regis será

PALESTRANTE

no

PAINEL 4 | Energia Elétrica - Novas Abordagens

ANDRÉ PEPITONE

ITAIPU Binacional

Diretor Financeiro Executivo da Itaipu Binacional André é servidor de carreira da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), onde atuou por mais de 20 anos, inclusive como Diretor-Geral.
Engenheiro Civil (UnB), Andé tem pós-graduação lato sensu pela UnB e MBA em Teoria e Operação de uma Economia Nacional Moderna, na George Washington University (GWU).
Além da Itaipu e ANEEL, André contribuiu como vice-presidente da 
Associação Brasileira de Agências de Regulação (ABAR) e presidente da Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa (RELOP).

Sandro será

PALESTRANTE

no

PAINEL 4 | Energia Elétrica - Novas Abordagens

SANDRO NELSON VIEIRA

SUPEN

Engenharo Industrial Eletricista (UTFPR) e mestre em Administração (UFRGS0 , Sandro é Superintendente-Geral de Gestão Energética (Supen) no Governo do Estado do Paraná, vinculado à Secretaria do Planejamento.
Com uma trajetória sólida no setor de energia e inovação, atua na SUPEN e já gerenciou a Copel Distribuição, em projetos de Smart Grid, mobilidade elétrica e geração distribuída.
É reconhecido por sua expertise em cidades inteligentes e transição energética e tmbém atua como professor e coordenador em cursos de pós-graduação voltados para mobilidade sustentável e eficiência energética em instituições como SENAI-PR, PUC-PR e UNICAMP.

Sandro será

MODERADOR

no

PAINEL 4 | Energia Elétrica - Novas Abordagens

RODRIGO
BECEGATO

SEIC – PR

Assessor técnico da SEIC PR, Rodrigo atua como o responsável pelo Programa de Descarbonização de Frotas do Estado do Paraná, que tem como foco a substituição progressiva do diesel pelo biometano, criando condições mercado adequadas e auxiliando as regiões do Estado a constituírem os arranjos produtivos locais. Rodrigo lidera levantamentos sobre setores prioritários da economia paranaense para atrair investimentos nacionais e internacionais.
Rodrigo tem experiência na área de sustentabilidade e engenharia, com atuação destacada em gestão de políticas públicas no estado do Paraná.
Atua no desenvolvimento e execução de políticas públicas, com foco em gestão de resíduos sólidos, descarbonização e infraestrutura sustentável.
É graduado em Engenharia Ambiental pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Londrina.

Rodrigo será

MODERADOR

no

PAINEL 3 | Mobilidade a Biometano

MANUELA LARANJEIRA KAYATH

MDC | ABiogás

Manuela é Presidente do Conselho de Administração da MDC Energia, onde atuou como Diretora Presidente por cinco anos, liderando a companhia no mercado de biogás e biometano. Atualmente, preside o Conselho de Administração.
ABiogás.
Graduada em Administração de Empresas (FGV), com formação Owner/President Management (OPM) da Harvard Business School, Manuela tem larga experiência no mercado financeiro, com passagens por bancos de investimento e fundos em São Paulo e Nova York. 
Sua atuação recente é focada em transição energética e sustentabilidade, sendo uma voz ativa em eventos do setor como a COP30 e fóruns sobre biometano e ESG.

Manuela será

DEBATEDORA

no

PAINEL 2 - O Mercado dos Certificados

LUIS FELIPE POLI

Petrobras

Formado em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luis Felipe atua há mais de 23 anos na Petrobras. Ao longo de sua trajetória na estatal, ele ocupou diversas funções técnicas e de gestão, com destaque para sua atuação nas áreas de Gás e Energia e Produção.

Atua como gerente na Petrobras, sediado no Rio de Janeiro. Recentemente, tem estado à frente de iniciativas voltadas para a transição energética, como biometano, armazenamento de energia e leilões do setor elétrico.

Fernando será

DEBATEDOR

no

PAINEL 2 - O Mercado dos Certificados

FERNANDO GIACHINI LOPES

Instituto Totum

Fundador e Diretor Executivo do Instituto Totum, especializado em gerenciamento de selos de autorregulamentação e certificações e representante local do padrão internacional I-REC (Certificado de Energia Renovável) no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência no mercado regulado, Fernando é uma figura central no desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade de energia no Brasil.
Fernando também está à frente de iniciativas como o GAS-REC, um sistema de certificação e rastreabilidade para biogás e biometano. É Engenheiro e Mestre em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP.

Fernando será

PALESTRANTE

no

PAINEL 2 - O Mercado dos Certificados

PIETRO SAMPAIO MENDES

ANP

Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), onde é servidor de carreira desde 2006 como Especialista em Regulação. Já ocupou cargos de destaque como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis no Ministério de Minas e Energia (MME).
Felipe está à frente de pautas como o “gas release” (medidas para aumentar a oferta de gás), o combate a fraudes no mercado de combustíveis e a aceleração de leilões de petróleo.

Graduado em Química, Pietro tem doutorado em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado na Beedie School of Business na Simon Fraser University (SFU), no Canadá.

Pietro será

PALESTRANTE

no

PAINEL 1 | Biogás, Biometano e Políticas Públicas

TIAGO SAMOS SANTOVITO

ABiogás

Tiago Samos Santovito é Diretor-Executivo da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás).
Com mais de 20 anos de experiência no mercado de gás natural, sua carreira é focada em regulação e políticas públicas para biocombustíveis e transição energética.
Antes de liderar a ABiogás, acumulou passagens estratégicas por órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Ministério da Economia e o Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES). É graduado em contabilidade, com pós-graduações em Controladoria e em Petróleo, Gás Natural e Energia Renovável.

Tiago será

PALESTRANTE

no

PAINEL 1 | Biogás, Biometano e Políticas Públicas

FELIPE SOUZA MARQUES

CIBiogás

Diretor Presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás CIBiogas-ER e Coordenador de Projetos na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial – UNIDO. É Engenheiro Ambiental (2005) com mais de 15 anos de experiência em projetos de desenvolvimento do biogás e biometano como um produto estratégico e vinculado ao saneamento ambiental. Mestre em Geografia, Meio Ambiente e Desenvolvimento, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Especialista em Elaboração, Análise e Avaliação de Projetos, pela Fundação Getúlio Vargas e Especialista em Gestão Ambiental em Municípios, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Possui Doutorado em Desenvolvimento Regional e Agronegócio. Conta com experiência em docência do ensino superior em cursos de graduação e pós-graduação e concentra suas atividades na área de desenvolvimento regional, biogás/biometano, energia e gestão de projetos.

Felipe será

MODERADOR

no

PAINEL 1 | Biogás, Biometano e Políticas Públicas

ANA CAROLINE DE LIMA

CIBiogás

Talyta Viana é engenheira de Energia pela Universidade de Brasília e especialista em Direito de Energia e Negócios do Setor Elétrico pelo CEDIN. Ela atua como coordenadora regulatória, representando a cadeia de biogás e biometano, com o objetivo de ampliar a participação dessas fontes na matriz energética. Sua carreira destaca- se pela atuação sólida na regulação do setor elétrico, especialmente em tarifas de distribuição e transmissão, onde adquiriu experiência em elaborar estudos, projeções tarifárias e estratégias para grandes instituições. Além disso, Talyta tem trabalhado em temas de transição energética, como hidrogênio, mercado de carbono e novas tecnologias, defendendo os interesses da indústria no cenário energético nacional.

Ana Caroline será
MODERADORA
no

Painel 6: Integração do Biogas e Biometano com outros energéticos